domingo, 24 de março de 2013

George Orwell e o Newspeak

Estava organizando a minha sessão de livros de cabeceira e acabei tendo um insight para mais um post:

O romance distópico "1984", de George Orwell, conta a história do amor proibido entre Winston e Júlia, tendo como pano de fundo uma fictícia Inglaterra socialista vivendo um regime totalitário controlado pela figura mítica do "Big Brother". Mais do que todo cunho político apresentado brilhantemente por Orwell, o autor também nos apresenta o Newspeak, uma espécie de versão simplificada da língua inglesa. No Newspeak sinônimos e antônimos são excluídos com o intuito de evitar maiores reflexões e questionamentos sobre o regime do Ingsoc (English Socialism), prática considerada criminosa (Thoughtcrime em Newspeak). A ideia do autor por trás do Newspeak é mostrar como uma língua pode ser utilizada e manipulada para fins políticos e de dominação e opressão. No fim do livro, Orwell nos presenteia com um apêndice inteiro sobre o Newspeak.

Seguem algumas curiosidades sobre a língua imaginada por Orwell:

- O sufixo -ful para a formação de qualquer adjetivo.
- Regularização dos verbos no passado, terminando todos em -ed.
- O sufixo -wise para formação de qualquer advérbio.
Oldspeak = língua inglesa antes da instauração do Newspeak
Thoughtpolice = polícia que "vigia" os pensamentos das pessoas.
Thoughtcrime = pensamentos contra o regime.

Leandro Capella






sexta-feira, 22 de março de 2013

Falar X Observar - Falando de pesquisa...


Falar X Observar - Falando de pesquisa...


Ao saborear algumas dessas leituras sobre tudo e tanto que é esse nosso World Englishes, me vi também “motivada” a contribuir com minhas observações sobre o assunto e, quem sabe, compartilhar um pouco da minha vivência por aí, por esse mundão que existe de englisheeeeessss...
Algumas discussões relacionadas à produção oral em sala de aula de língua inglês explicam fenômenos que exercem influência na produção oral, tais como afeto, interação, características de atividades orais, dentre outras variáveis em relação a aspectos cognitivos da produção oral.
Nesse sentido, observo que existe um vasto número de pesquisa sobre produção oral no ensino de  inglês como língua estrangeira ao redor do mundo, assim como estudos sobre aspectos cognitivos e de aquisição da produção oral. Acredito que todos esses movimentos têm revelado aspectos que faz do ensino de inglês mais eficaz e motivador. No entanto, a maioria dessas pesquisas toma por base uma metodologia, às vezes, puramente qualitativa, outras puramente quantitativas.
O que creio ser de grande ganho para toda a comunidade científica seria a produção de mais pesquisas com propostas “qualiquantitativas” de pesquisa. Pesquisas na quais pudéssemos conciliar o apurado olhar do pesquisador qualitativo à riqueza de detalhes ganhos com os dados que se retira dos números.
Estudos de cunho “qualiquantitativo” não apenas teria o objetivo verificar a produção linguística do aluno em si, como sua percepção do que é produzido, associada ao registro do que foi, de fato, produzido. Uma ferramenta computacional pode, por exemplo, fazer uma busca por marcas linguísticas mais recorrentes que vão, justamente, caracterizar esses traços linguísticos de percepções dos alunos.
O foco da pesquisa deve ser o de conciliar o máximo dos recursos que dispomos de verificação e não apenas de nos restringirmos a uma forma única de observação.
Por fim, acredito que o nosso mini curso é uma excelente oportunidade para desenvolvermos esse tipo de olhar, quando podemos juntar tantos modos de pensar e pensar sobre tantos modos de falar e observar esse fazer.
Obrigada pela oportunidade de compartilhar,
Juliana Barreto

quarta-feira, 20 de março de 2013


World Englishes e o  Mercado de Ensino do Idioma Inglês

O objetivo deste texto não é apresentar uma visão ou resumo do que sejam as variedades do inglês e sua importância. Objetivo já cumprido de forma excepcional pelos colegas que escreveram anteriormente. Ao invés disto proponho iniciar uma discussão sobre a possibilidade de uma inclusão que seja comercialmente viável de variedades linguísticas no processo de ensino aprendizagem.

Com mais de 13 mil franquias de escolas de idiomas e algumas dezenas de unidades de escolas consideradas como de primeira linha, o mercado de ensino de inglês movimenta mais de 5 bilhões de reais por ano.

O problema é que para minimizar os custos e aumentar o lucro, muitos franqueadores usam a receita de criar ‘métodos’ que podem ser facilmente replicados em sala de aula, vender livros e trabalhar com o maior número possível de alunos em sala de aula.

Este mercado tão amplo e rentável na prática, salvo alguns casos de empresas sérias e comprometidas com sua missão educacional, gera resultados que são, no mínimo, duvidosos.

Resultados de testes realizados com mais de 12 mil profissionais que trabalham em multinacionais indicam que o Brasil está na lista dos países que pior fala inglês no mundo. Os testes foram realizados em 76 países e a média mundial foi 4,15 enquanto a média brasileira foi de 2,95.

Como podemos tomar para nós a cruzada de apresentar variedades linguísticas para um público alvo que não consegue atingir padrões mínimos de qualidade em compreensão e produção(muitas vezes até em L1)? O desafio fica ainda maior quando sabemos que muitos professores, não possuem o domínio da língua e muitas vezes nem passam por treinamento antes de entrarem em sala de aula.

Para lidar com a falta de conhecimento linguístico e técnico do corpo docente, e, para aparentar uma padronização da qualidade no ensino, muitas escolas possuem aulas 100% prontas para facilitar o trabalho dos ‘entregadores’ de conteúdos. Fato que dificulta a inserção de variedades linguísticas no processo.

Acho difícil, portanto, que o ensino e conscientização da existência de variedades linguísticas acontecerá no segmento de franquias de uma maneira ampla, principalmente porque muitos desses sistemas de ensino querem a padronização do ensino. Acredito que isto seja possível, no entanto, através de iniciativas individuais, ou até corporativas, no caso de empresas sérias e de qualidade.

O triste, sem ironias neste momento, é que a grande maioria dos nossos compatriotas somente terão acesso aos cursos dessas empresas massificadoras de ensino. Nada pessoal, afinal business is business.

O que vocês acham? Há uma luz no fim do túnel?

Gostaria de deixar registrado que foi um prazer imenso compartilhar ideias com vocês durante o curso e prometo que aos poucos postarei comentários em todos os posts aqui.

Abraços,

Alexandre Trigo Veiga

Fontes:


World Englishes - World Possibilities

World English é uma fase na história da língua inglesa que vivenciou a expansão língua materna (falantes nativos) para segunda língua e língua estrangeira (falantes não nativos). O linguísta Braj Kachru categoriza este uso expandido da língua em círculos que objetivam representar as variações do inglês de acordo com o tipo de expansão da língua, com os padrões de aquisição e com as funções da língua nos diversos contextos sociais em que circula. Para tanto, temos o Inner Circle, classificado pelo uso da língua por falantes nativos do inglês; Outer Circle, classificado pelo uso por falantes de inglês como segunda língua; Expanded Circle, falantes de inglês como língua estrangeira.

No ano de 2012, a empresa English First (EF) fez uma pesquisa sobre o nível de proficiência da língua inglesa em diversos países do mundo. Através desta pesquisa, fica fácil evidenciar que o nível de proficiência da língua está diretamente relacionado ao papel que esta exerce na sociedade. Os países que utilizam o inglês como segunda língua (outer circle) tendem a ter maior nível de proficiência da língua. Temos como exemplo Singapura que está colocada na 12ª posição do ranking mundial de nível de proficiência na língua, sendo classificada como um dos países que possui alto nível de proficiência no mundo; e a Índia que ocupa a 14ª posição, com classificação de nível de proficiência moderada.

Em contrapartida, temos uma descendente no nível de proficiência quando analisamos os dados de países que utilizam o inglês como língua estrangeira (outer circle). Neste caso, temos a Coréia do Sul e o Japão ocupando as 21ª e 22ª posições no ranking de nível de proficiência, sendo classificados como países que também possuem um nível de proficiência moderada. Por fim, temos o Brasil ocupando a 46ª posição do ranking, sendo classificado como um dos países que possui um dos mais baixos níveis de proficiência do mundo e da América Latina.

Se considerarmos que Brasil, Japão e Coréia são países que ensinam o inglês como língua estrangeira, afim de que esta seja utilizada como a língua que pode possibilitar a ligação de uma nação com o mundo, a pergunta que nos resta fazer é: por quê o resultado do Japão e da Coréia difere tanto do resultado do Brasil? A resposta para esta pergunta é muito complexa, pois há um grande número de variáveis que envolvem a análise de dados educacionais de um país. Todavia é possível fazer algumas inferências com base nos dados apresentados por Kirpatrick (2010).

Com base nas discussões de Takeshita (2010) sobre o ensino do Inglês no Japão e na Coréia, é possível observar que política educacional estabelecida por estes países possui uma forte ênfase em relação ao ensino da língua inglesa. O forte desejo pela internacionalização impulsiona o ensino da língua independentemente de seu uso em contextos específicos. Japão e Coréia contam com uma política maciça de ensino de ensino e uso da língua, pois aumentar o nível de proficiência de seus falantes é uma meta estabelecida pelo Governo como uma medida de crescimento sócio-econômico-cultural do país.

No caso do Brasil, nossos resultados em relação ao nível de proficiência demonstram que temos um longo caminho para ampliação das nossas relações internacionais, para a oferta de melhores salários, para a promoção de inovação e de trabalhos de pesquisa. Ainda nos falta a cultura para o ensino do inglês como parte da essência que impulsionará o desenvolvimento do nosso país. Ainda estamos muito presos a concepções da necessidade do inglês em detrimento de determinados contextos. Estamos fortemente vinculados a uma cultura de que o ensino básico e o superior não têm condições de ensinar inglês no currículo. Para Takeshita (referência), a busca por um melhor inglês prevê sacrifícios culturais, financeiros e pessoais. 

Apesar das barreiras que o Brasil tem enfrentado em relação ao ensino do inglês como língua estrangeira, é importante ressaltar que o país está investindo no ensino da língua através de diversos programas federais e estaduais de educação. Um dos exemplos é a iniciativa do Governo Federal, responsável pelos programas Inglês e Ciência sem Fronteiras, outro exemplo é a iniciativa do Governo Estadual, responsável pelo programa de Intercâmbio Cultural do Centro Paula Souza. Iniciativas como estas motivam a aprendizagem da língua inglesa fora do Brasil, mas ainda precisamos de mais esforços para que a língua seja ensinada de forma efetiva no currículo da educação básica e do ensino superior.

Em relação ao ensino superior, mais especificamente, no ensino superior tecnológico oferecido nas Faculdades de Tecnologia no Estado de São Paulo (FATEC), uma autarquia do Governo do Estado, um projeto pioneiro tem trazido resultados satisfatórios. Até o ano de 2008, o ensino da língua nas FATEC tinha como principal objetivo o desenvolvimento da habilidade de leitura. A disciplina língua inglesa era oferecida no currículo, com uma carga-horária total máxima 80 horas, subdividida em dois semestres com 40 horas cada.

A partir de 2008, o cenário muda por completo: empresas nacionais o e multinacionais reúnem-se com as FATEC para discutir a possibilidade de um ensino de inglês diferenciado, um ensino que possa contribuir com a efetiva inserção do dos nossos alunos no mercado de trabalho.  O ponto central da discussão foi o denominado “apagão da mão de obra”, pois o Brasil além de não conseguir formar anualmente o número de profissionais necessários às demandas do mercado de trabalho, os que são formados não conseguem utilizar a língua em suas interações cotidianas.

A fim de atender a tal necessidade, o currículo dos cursos de tecnologia das FATEC é reestruturado e a língua inglesa passa a ser oferecida nos seis semestres de curso, totalizando 240 horas de estudos com foco na comunicação e nível de proficiência final A2+-B1 (CEF). Os resultados das primeiras turmas de projeto já foram analisados e trazem dados muito positivos e significativos para o ensino de inglês neste contexto. Após três anos de curso é possível evidenciar que 60% dos alunos atingem o nível B1 (CEF), pois trata-se de alunos que entram no curso com nível de conhecimento false beginner  e 40% de real beginner que atingem o nível A2 (CEF).

Portanto, independentemente das variações linguísticas e variáveis de contexto, uma política educacional massiva e com objetivos bem delineados pode contribuir com o ensino efetivo da língua nas escolas de educação básica e ensino superior, quebrando mitos e barreiras em relação ao ensino da língua nestes contextos.

Simone Telles Martins Ramos 

terça-feira, 19 de março de 2013

Reflecting on Language Learning and Identity

A língua é um dos principais meios de expressão e ação do ser humano no mundo, além de refletir e expressar muito de quem somos, do que sentimos e pensamos. Assim, possuímos um vasto registro em nossa mente de nosso berço cultural, valores, crenças e memórias de experiências vividas atrelados à nossa língua nativa. A partir do momento em que aprendemos uma nova língua, novas possibilidades bem como um “novo mundo” nos abre as portas. Passamos a integrar uma nova comunidade, a fazer novas descobertas e a desenvolver nossas habilidades a partir da utilização de uma outra língua, o que possibilita a descoberta do nosso próprio eu e contribui para a construção da nossa identidade. A nova língua passa a ser um valioso instrumento de comunicação e o foco de seu uso está no conteúdo expressado através dela, não apenas em sua estrutura gramatical. Utilizando- nos dessa poderosa ferramenta, temos o livre- arbítrio de construirmos a identidade que desejarmos e a reconstruirmos se assim quisermos.
Partindo do príncipio que discurso, falantes e relações sociais são inseparáveis, observa- se que, ao se comunicarem com falantes nativos, os alunos não trocam apenas informações, mas também estão constantemente organizando e reorganizando um senso de quem são e como se posicionam e interagem com o mundo social. Penso que aprender uma língua estrangeira está diretamente relacionado a se assumir uma nova identidade uma vez que uma nova cultura se apresenta, colocando o aprendiz em questionamento de seus próprios costumes e oferecendo possibilidades de mudanças que antes não eram consideradas possíveis ou necessárias.
 Uma das estudiosas que aborda a temática identitária em suas discussões a indicar é Bonny Norton (1997), que trata das relações de poder entre falantes "nativos" e "não- nativos", da natureza não- unitária e múltipla do sujeito e das mudanças da  subjetividade através do tempo. E questões a respeito de divergências culturais são  ressaltadas por David Block (2007), que aponta a importância de expor os alunos ao contexto real no qual a língua estrangeira se insere através de filmes, músicas e literatura, a fim de familiarizar os alunos e evitar desentendimentos.
Por fim, acredito que o investimento numa língua estrangeira é também um investimento do aprendiz em sua própria identidade, que se transforma através do tempo e do espaço e se constrói na medida em que se faz necessário, pois estamos, assim como o mundo que nos cerca, em constante processo de evolução.
Daniela Aires

REFERÊNCIAS:
BLOCK, D. 2007. Second Language Identities. Continum. Cap. 05, p. 112-119.
NORTON, B. 1997. Language, Identity and the Ownership of English. University of British Columbia. TESOL Quarterly. Vol.31.3: 409-428.

domingo, 17 de março de 2013

Aviation English


As this is what I work with, I decided to give you a small glimpse into the world of English communication in Civil Aviation. 

English is the official language of international aviation communication. In 2004, in response to a series of incidents and accidents in which miscommunication had been a contributing factor, the International Civil Aviation Organization (ICAO) established a set of stricter language proficiency requirements for pilots and air traffic controllers, including a rating scale and guidelines for a language proficiency exam to attest the level of English of these professionals. By 2008, the exam became an official requirement and pilots and air traffic controllers operating international routes had to obtain a certificate to attest their proficiency in Aviation English. ICAO doesn’t provide a standard exam; instead, every country’s civil aviation authority is responsible for attesting the language proficiency of their pilots and air traffic controllers, either by creating their own exam, as it has been done in Brazil, or by accrediting an exam from a language institute or authority. 

In addition to establishing language proficiency requirements, ICAO also determined that phraseology, a set of guidelines containing a restricted vocabulary for routine instruction and request exchanges between pilots and controllers, should always be used; the exception being the use of “plain English” for abnormal or emergency situations. (For more information, see ICAO Doc 9835)

Despite all these requirements and guidelines, miscommunication still happens, many times leading to incidents or accidents. Among the reasons for that are: the misuse of phraseology during routine communication; a preference for using plain English during routine communication; and the lack of English language proficiency. There are many examples of instances, incidents and accidents where language played a major role, including the world’s worst civil aviation disaster: the crash of two Boeing 747 in Tenerife resulting in the death of 583 people after miscommunications between controller and pilots. Now, let’s take a look at some more recent examples of that.


The following is a communication between a Chinese pilot (Air China flight 981) and an air traffic controller at JFK airport in New York. The flight had landed and was receiving instructions to taxi. This happened in 2006.



The first indication that the pilot doesn’t understand a lot of English is when he mistakes “Mike Alpha” for “November” in the exchange:

ATCO: “Air China 981, make the right turn here at Juliette, join Alpha, hold short of Mike Alpha.”
Pilot: “Right on Juliette, hold sh… taxi Alpha hold November, now can we…ahh… can we taxi now?”

The controller repeats the instructions and once again the pilot doesn’t understand it. After that, the controller asks, “Air China 981, have they cleared you into the ramp?” The pilot misunderstands and assumes they have authorization to enter the ramp area. This is clear when he answers, “Roger, ramp to the… ramp, Air China 981.” What follows is an exchange full of misunderstandings. Most people would put the blame for the miscommunication solely on the pilot. However, both pilot and controller are to blame in this case. On one hand, there is the lack of English knowledge by the pilot. He does not understand that the controller is asking him whether he received authorization to enter the ramp, a designated area where aircraft can park, refuel, and load/unload passengers, and taxi to the gate (at JFK, one tower is responsible for giving taxiing instructions and another is in charge of authorizing entrance to the ramp and assigning gates). On the other hand, there is lack of awareness and understanding of the pilot’s limitations by the air traffic controller. Aware of the pilot’s limited English knowledge, he could have simplified his speech to make it easier for the pilot to understand, as ICAO recommends the use of simple structures (See ICAO Doc 9835).


A recent incident showcased the level of English of Brazilian pilots. A TAM flight had a gear malfunction while landing at JFK airport in New York in September, 2012. The pilots twice aborted the landing, finally landing safely on the third try.



 This communication shows two different aspects of Aviation English: (1) standard phraseology used for navigational instructions and (2) plain English used to explain a malfunction. This is an example of when standard phraseology is not enough and the pilots have to rely on their knowledge of plain English and Aviation vocabulary to explain what their problem is to the controller. During the exchanges where standard phraseology was used, as in heading and landing instructions, the pilots didn’t have problems communicating with the controller. However, when talking about the problem with the aircraft, the controller had a hard time understanding what the pilot was saying, several times asking her to repeat the information and repeating information when realizing the pilots hadn’t understood the message. In the beginning of the communication the pilot declares an emergency (PAN PAN PAN) and says they have a malfunction. There are a number of procedures to follow when a pilot declares an emergency. In this case, the controller didn’t realize the pilot officially declared an emergency because of her pronunciation. Later on, another controller verifies if they are declaring an emergency and the pilot then states “negative emergency”. As you can see, the pilots hesitate a lot and have a hard time explaining what is happening to the controller. The pilot confuses the words “nose gear” and “landing gear” and doesn’t immediately understand the controller is saying the nose gear is in the wrong position. In this case, differentiating nose and landing gear is important because nose gear is the “front wheel” of the aircraft and landing gear can be interpreted as the “back wheels” of the aircraft. Furthermore, after going around, both pilots struggle to explain to the controller what was happening and what procedures needed to be performed. The controller is aware of their limitations and helps them. After doing the procedures to check and correct the malfunction, the pilots were finally able to land safely on runway 31L. 


I hope this has given you a better understanding of international aviation communication.


To know what a day at JFK sounds like, watch: JFK ATC Bad Day at the Office (the first plane is TAM 8081) at https://www.youtube.com/watch?v=eyO-bWGxWBU. 


Carol Zuppardo